O acidente do Boeing 737 Max da Ethiopian Airlines ocorreu em 10 de março de 2019, pouco depois da decolagem do Aeroporto Internacional de Addis Ababa, na Etiópia. O avião caiu matando todas as 157 pessoas a bordo, incluindo passageiros e tripulantes de 35 países diferentes. O acidente trouxe à tona questões de segurança de voo e colocou em xeque a confiabilidade do modelo 737 Max da fabricante americana Boeing.

A investigação do acidente apontou para um problema no sistema de estabilização da aeronave, conhecido como MCAS (Maneuvering Characteristics Augmentation System), que foi desenvolvido para evitar a perda de sustentação em condições de voo extremas. Segundo os dados da investigação, o MCAS foi acionado devido a um sensor defeituoso, que indicou erroneamente uma situação de queda da aeronave. Como resultado, o sistema empurrou o nariz do avião para baixo, levando a uma queda irreversível.

Após o acidente, várias companhias aéreas ao redor do mundo suspenderam as operações do Boeing 737 Max. A pressão da opinião pública e das autoridades reguladoras levou a Boeing a interromper a produção do modelo e trabalhar em uma correção do sistema MCAS. Ainda assim, a fabricante americana enfrentou críticas sobre sua resposta ao acidente, com acusações de que a empresa colocou seus lucros à frente da segurança dos passageiros.

Além do impacto na reputação da Boeing, o acidente da Ethiopian Airlines trouxe mudanças significativas na indústria aérea. As companhias aéreas passaram a prestar mais atenção aos sistemas de segurança e aos treinamentos dos tripulantes. As autoridades reguladoras também aumentaram a vigilância sobre as fabricantes de aeronaves, exigindo mais transparência e rigor nos testes de segurança.

Em resumo, o acidente do Boeing 737 Max da Ethiopian Airlines foi uma tragédia que abalou a indústria aérea e provocou mudanças significativas em suas práticas. A investigação do acidente trouxe à tona questões importantes sobre a segurança de voo e a responsabilidade das fabricantes e autoridades reguladoras. É essencial que a lição aprendida com o acidente seja levada a sério e que medidas sejam tomadas para garantir a segurança dos passageiros em todos os voos.